Me desculpe o mesmo gesto Meu constante gesto insano Que por mais que a mente negue O coração ele marcou Como a lógica dos fatos Que eu traí a todo instante Rasurando nosso branco Com a mistura que eu sou
Me desculpe o gesto louco A aspereza da loucura Ainda queima no meu calmo Doido e calmo coração Mas por que, se a gente é tanto Nosso amor sofreu rasura? Nosso inconfundível gesto Eu desfiz na minha mão
Me desculpe, ou melhor, não Me abrace e comemora A rasura que foi feita Foi perfeita na sua hora E mais que o mais que perfeito Rasurar valeu a pena Como esteve rasurado O primeiro original Do mais lindo poema.
(Oswaldo Montenegro)
08:21 - 16/06/2009
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